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Spinner vira uma nova ferramenta dentro de sala de aula: as crianças aprendem matemática brincando.

 

A tecnologia conquista cada vez mais espaço. Os brinquedos antigos ganham versões 2.0, com interação inclusive. É o caso do finger spinners ou hand spinners que você já deve ter ouvido falar por aí ou já viu seu filho fazer manobras radicais com o pequeno objeto. Tem gente dizendo que essa é a versão tecnológica do pião. O que a gente sabe é que essa estrela de plástico capaz de girar, girar e girar dependendo da habilidade do manipulador conquistou a atenção das crianças. Inclusive na sala de aula.

Durante o ano de 2017, a professora do ensino infantil Ivani Alcântara viu os alunos chegarem com o brinquedo na sala de aula e perder a concentração. Para reconquistar a atenção dos alunos para as disciplinas, ela começou a usar o brinquedo nas aulas. “Por que não levar o brinquedo que eles gostam para aprender os conteúdos? Se eles utilizarem o brinquedo que gostam, a aprendizagem vai ficar mais significativa”, conta Ivani.

Segundo a professora, a resposta foi imediata. Isso porque “a brincadeira desenvolve muito as crianças. Eles aprendem a ter mais autonomia nas ações, a experimentar o mundo, a desenvolver as emoções. E a matemática que para eles é um bicho de sete cabeças fica mais fácil, a criança aprende se divertindo”, revela.

E as crianças ficaram fascinadas pela ideia inovadora. Ana Clara Vasconcelos, 7 anos, gostou da iniciativa da professora, porque agora se diverte aprendendo. Maria Carolina Brito, 7 anos, concorda “a gente pode brincar com o brinquedo que a gente mais adora e aprender matemática ao mesmo tempo”. Ela gosta do brinquedo porque sempre que fica brava usa para ficar mais tranquila: “eu, giro, giro…e fico mais calma”, dia Maria Carolina.

E essa tranquilidade que o brinquedo parece trazer também tem ajudado Pedro Mendes, 8 anos. “O spinner me deixa mais calmo. Quando fica girando e você olhando parece que faz tirar o estresse. Aí fico mais calmo. Às vezes nas provas, eu fico estressado. As vezes os números me confundem aí eu fico estressado, com o spinner é mais fácil”, conta Pedro. Ele gostou tanto que pretende ser professor de matemática, quando crescer, e usar a atividade com os próprios alunos.

A atividade tem sido um sucesso, mesmo que Henrique Xerfan não ache as contas mais fáceis por causa do brinquedo “São difíceis as contas, mas é mais divertido”.

O projeto

O projeto é interdisciplinar e foi criado para desenvolver as habilidades das crianças em varias disciplinas, a partir do uso do brinquedo. A primeira disciplina que ganhou o experimento foi a matemática, por toda a dificuldade que os alunos sentem.

Pelo menos uma vez por semana, a professora tira os alunos de dentro da sala de aula e os leva para o espaço aberto da escola, onde estão acostumados a interagir. Lá, começa uma dinâmica de aprendizagem diferente.

Durante os 3º e 4º bimestres o spinner foi o objeto central da aula. Ele foi utilizado para incentivar as crianças a resolver conta de matemática. No final deste semestre, os alunos estão batendo cabeça com divisão e a vontade de ter o momento com o brinquedo faz com que as crianças se empenhem mais.

Mas e como será que funciona? O spinner gira com muita facilidade: nos dedos, no chão, nos cadernos… e essa característica foi levada em consideração pela professora. Ela criou fichas com um desenho e várias contas de adição, subtração, multiplicação e divisão a serem resolvidas. As fichas são distribuídas a cada aluno e são os spinners que, após pararem de girar, indicam qual conta deve ser resolvida em cada momento.

Serviço

Ideal Junior
Endereço: Rua dos Pariquis, 1321 – Batista Campos.

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